3 de janeiro de 2012

O PSB vai ter que cumprir o que prometeu, diz Dalva do PT

Dalva Figueiredo defende candidatura petista própria com o apoio do PSB
 
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Dalva defendeu ainda a partilha do poder e disse que os aliados socialistas precisam cumprir o acordo firmado
Ela aposta ainda no acordo político firmado durante as conversas rumo ao governo em 2010

O ano de 2012 começa agitado politicamente. Enquanto o PSB dos Capiberibes conversa internamente para saber se indicará um nome para disputar a prefeitura, no PT as várias facções já contam com promessas firmadas em 2010.
A deputada federal Dalva Figueiredo (PT), uma das lideranças petistas no Amapá, disse que chegou a hora do partido lançar candidatura própria rumo à PMM. Ela não confirmou que seu nome como preferência, mas defendeu a ideia de discutir um nome dentro da legenda. “A posição que tenho defendido dentro do partido é de discutirmos candidatura própria para o PT nas eleições deste ano. Eu acho que é o momento e que o PT tem condições políticas de disputar o pleito eleitoral”, comentou.

Compromisso
Quanto aos comentários dos bastidores de que o PSB esqueceria o acordo feito em 2010 e lançaria candidatura própria este ano, Dalva apostou nas promessas firmadas há mais de ano, época em que o PT era o único aliado do PSB rumo ao governo. “Existe um compromisso que foi firmado no período dos acordos políticos para 2010, e esse acordo diz que o PT apoiaria o PSB para o governo e que agora seria apoiado para a Prefeitura. O que nós petistas temos que trabalhar é para que esse acordo seja cumprido”, explicou.
Dalva defendeu ainda a partilha do poder e disse que os aliados socialistas precisam cumprir o acordo firmado. “Se hoje o PSB já tem um quadro político formado, nada mais justo que o partido também apóie um aliado que deseja se consolidar. Não podemos querer a hegemonia do controle e da governança. É preciso compartilhar. Agora é o momento do PT e o PSB tem que honrar o seu compromisso que foi tratado lá atrás”, adiantou.

Nacional
Enquanto aqui no Amapá o PT e o PSB vão muito bem, obrigado, a nível nacional a coisa já começou a desandar. Aos gritos de “Brasil, pra frente, Eduardo presidente”, por parte de militantes partidários, o PSB abriu em dezembro passado o seu 12.º Congresso do partido, em Brasília, mostrando que já inicia uma ofensiva para se desvincular do PT nas eleições presidenciais de 2014 e até ter uma candidatura própria. Ou, se repetir a aliança, ter cacife suficiente para tomar o posto de vice, hoje com o PMDB.
Para tanto, o objetivo do PSB é crescer nas eleições municipais do ano que vem. Eduardo Campos disse que o partido participará do pleito em 4 mil municípios, com cabeça de chapa em cerca de 1,5 mil. Nas contas do partido, será possível eleger perto de 500 prefeitos. Hoje, o PSB tem 302. O partido faz as contas. Quando Luiz Inácio Lula da Silva venceu a eleição em 2002, o PT fez 292 prefeitos. “Nosso partido foi o que mais cresceu em 2008, em 2010 e será também o que mais crescerá em 2012”, proclamou Campos, para delírio da plateia que tomou o Auditório Petrônio Portella, no Senado. De acordo com informações de bastidores do PSB, para crescer o partido decidiu abrir o leque de alianças no ano que vem. Fará parcerias com os aliados tradicionais, como PT, PC do B e PDT, além do recém-criado PSD e do PSDB.
Jornal do dia

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