28 de dezembro de 2011

deu lá fora: Índios cobram R$ 24 mi para permitir asfalto em rodovia

 

O nome é familiar desde as aulas de geografia. O Brasil começa no Oiapoque e vai até o Chuí, ou vice-versa. Todavia, isolada no limite Norte da Amazônia brasileira, a cidade mais setentrional do País e o próprio Estado do Amapá convivem com a dificuldade de acesso e com o descaso dos governos. Sem perspectivas em uma região que cresceu com garimpos hoje escassos – e, como nunca antes, fiscalizados – muitos brasileiros cruzam todos os dias ilegalmente a fronteira fluvial em busca de oportunidades na construção civil do País vizinho e do ouro extraído também de forma clandestina na Guiana Francesa.
A situação de abandono começa a mudar com obras do Governo Federal em uma ponte para ligar Oiapoque à capital guianense, Caiena, e na pavimentação da BR-156, estrada que ainda tem cerca de 200 km em trechos não asfaltados entre o Oiapoque e a capital. Mas as melhorias demoram. Trilham um caminho enlameado que passa por dificuldades de clima, de solo e por compensações a quem sente que pode ter prejuízos com as mudanças.
Enquanto os índios locais fazem exigências para liberar o asfaltamento da estrada para a capital, nos trechos de terra que passam por suas reservas, os atuais exploradores da travessia do rio Oiapoque, os chamados catraieiros, deixam claro: se não tiverem suas reivindicações atendidas, a ponte não será inaugurada.

Chamada de “Binacional”, a ponte estaiada de 378m sobre o Rio Oiapoque, que segue o mesmo estilo da moderna Octávio Frias de Oliveira, de São Paulo, teve sua construção iniciada em 2009 numa parceria inédita com a França. Concluída desde 2011, a previsão atual de entrega da obra, a um custo próximo de R$ 75 milhões – R$ 12,9 milhões a mais que a estimativa inicial – é para o segundo semestre de 2012. A previsão inicial era de que a estrutura fosse concluída e inaugurada até novembro de 2010. Todos os números foram obtidos com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que contratou diretamente a obra.
Fonte: JL/Terra

Nenhum comentário: