Todo tipo de governo, sem
exceção, que se baseia na religião, seja ela qual for para decidir situações,
tende ao caos social. Sem dúvida, a religião como instrumento de governo é um
retrocesso. E esse retrocesso é sempre sentido nas ações estapafúrdias de líderes
pelo mundo afora. Um governante que em pleno século XXI deixar de admitir
direitos às mulheres já tende a ser ditatorial na sua essência, e nenhum
ditador é bom, nem o da Coréia do Norte.
A religião é o mal do
mundo. Não há nada mais satânico do que a religião. A religião castra, impede o
livre pensar, impõe regras para a vida de todos, cobra “royalties” por serviços
prestados. Seja qual for a religião, seus comandantes se acham donos de Deus,
por Ele falam, por Ele julgam.
Certos países parecem estar
ainda no século XII, em plena época da inquisição, podando o crescimento
intelectual, mantendo o povo numa verdadeira escravidão ideológica, imprimindo
dia a dia uma lavagem cerebral nas pessoas, e depois as usando para benefício
próprio. Foi assim nos recentes fatos acontecidos no Oriente Médio. A partir de
2010 os protestos no mundo árabe ficaram conhecidos como a Primavera Árabe.
Esse fenômeno atingiu também os países do norte da África. Até esta data tem
havido revoluções na Tunísia e no Egito, uma guerra civil na Líbia e grandes
protestos na Argélia, Bahrein, Djibuti, Iraque, Jordânia, Síria, Omã e Iêmen,
além de protestos de menor monta no Kuwait, Líbano, Mauritânia, Marrocos,
Arábia Saudita, Sudão. Greves e protestos reprimidos com violência são usados
pela população que se arma apenas de pedras e boa vontade. Todos esses países,
se não eram serão teocratas, ou seja, comandados com mão de ferro por ditadores
por décadas, e em nome de Alá, matarão compulsoriamente, como matam hoje.
Enquanto isso, seus filhos herdeiros, estudam na França, na Inglaterra. São
ditadores trilhardários de um povo miserável. O Ocidente não pode e não deve
intervir nesta situação usando a força. Mas intervém, pois a ao Ocidente muito
interessa o petróleo e as riquezas naturais destes países. Sei que criarei
polêmica, mas quando vejo determinados pastores das igrejas evangélicas e
alguns padres da igreja católica em seus sermões proferindo absurdos e
profetizando que fora da igreja não haverá salvação, sinto-me um idiota. Quando
vejo pessoas darem parte de um salário para esses verdadeiros embusteiros que
se apropriam da boa fé e do suado dinheiro de trabalhadores me imagino
verdadeiramente num País do Oriente Médio. A fortuna amealhada somente pelo
Bispo Edir Macedo chega ser uma ofensa para um País de excluídos. Quando vejo
as redes de televisão que estes pastores possuem e como influenciam pessoas
inocentes com seus discursos, acredito piamente que deveria haver prisão
perpétua para tanto estelionato. As novas igrejas evangélicas estão construindo
em nosso País uma perigosa teia política. E enquanto isso a igreja católica não
se mantêm, vem caindo pelas tabelas do cinismo, afundada em seus próprios erros,
além dos escândalos que envolvem seus líderes. Ver um Papa como esse nazista
que hoje faz “caras e bocas” de puro e santo, mas já apoiou o regime de Hitler
no passado me envergonha profundamente. Ouvir que o Eike Batista deveria ajudar
aos pobres chega ser irônico. O cara ao menos gera milhares de empregos com sua
máquina de exploração.
O Estado deve ser laico.
Não pode ser mais ou menos laico. O Estado deve ser para todos, de qualquer
origem e credo, serventia de segurança, saúde e educação. O resto é conversa
para enriquecer o pastor ou esconder o padre pedófilo. Pregar no deserto
ninguém quer, não dá lucro. Eu me pergunto: Como pode um homem falar de Deus e
construir um templo de Salomão em São Paulo que é um monumento à ostentação?
Como podemos ter um País como o Vaticano que tem patrimônio superior a 96% dos
países do mundo falar em campanha contra a fome? Como podemos invadir e tomar
posse do País do outro e matar freqüentemente em nome de Deus como fazemos com
os Palestinos? Que Deus é esse senão o próprio Satanás em pessoa? Se eu
acreditasse na existência de Satanás por certo eu o reconheceria em um templo,
em uma sinagoga ou em uma igreja. Pensei até em exceções, mas quem compactua,
mesmo com boa vontade com esse estatus de coisas e se cala, no mínimo é omisso.
E de omissão é que vive a religião.
Por: Airton Baptista.
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