Há uma tendência incrível que o eleitor paulistano não tenha a noção exata de quanto um governo de direita atrapalha a vida de todos. Fala-se conservadorismo no voto do paulistano, mas efetivamente, não se trata de conservadorismo.
Conservadorismo segundo historiadores é: Um termo usado para descrever posições político-filosóficas, alinhadas com o tradicionalismo e a transformação gradual, que em geral se contrapõem a mudanças abruptas (cuja expressão máxima é o conceito de revolução) de determinado marco econômico e político-institucional ou no sistema de crenças, usos e costumes de uma sociedade. Muito bem, pedimos todo o momento mudanças urgentes. Pedimos modernidade e melhoria de padrão de vida e continuamos votando por obrigação. Obrigatoriedade, essa é a palavra que descreve o voto paulistano, não o conservadorismo.
Segundo dados do IPEA, a cidade de São Paulo tem hoje a penúltima colocação no IDH, ou seja, no “Índice de Desenvolvimento Humano” entre as capitais do sul e sudeste. Nada foi feito desde o governo da prefeitura de Erundina e da Marta Suplicy que realmente levasse a população desta sofrida capital a uma melhoria. Ao contrário, a falta de investimentos no social, na educação e saúde são patentes. Sem falar do transporte que está nas mãos do PCC desde que Marta deixou a prefeitura.
O paulistano ignora opiniões independentes como por exemplo a de Marilena Chaui, filósofa e professora da USP, que já analisou os malefícios dos governos de José Serra até hoje de uma maneira objetiva e óbvia.
São Paulo repete a dupla Maluf e Pitta quando imagina eleger novamente José Serra. Mesmo sendo dono do maior índice de rejeição já visto em São Paulo, Serra tem seu nome na mídia comprometida todo dia em todos os jornais. Quando se disse candidato a mídia o colocou como se estivesse fazendo um favor à cidade.
Serra mente, tem olhar falso, nenhum pai deixaria que ele se casasse com sua filha. Tem a alma do poder a qualquer custo. Agora promete que ficará na prefeitura durante todo o mandato, mesmo tendo feito a mesma coisa no último mandato.
O paulistano ignora as reportagens de Paulo Henrique Amorim, ignora o livro recordista de venda, “A Privataria Tucana” de Amaury Ribeiro Jr. O paulistano tem em si o ranço do preconceito, da amargura de viver. Vota como se estivesse se punindo por tanta incompetência. O paulistano não é equivocado, é uma parte doente deste País. Adeptos do rouba, mas faz, do quanto pior melhor. Enquanto isso, vemos a inoperância do PT paulista em se fazer ouvir. O PT paulista só existe graças à sua militância gratuita, aguerrida, culta e trabalhadora.
Pasmem, em São Paulo a lei é outra. A Lei da Ficha Limpa recém aprovada de nada vale aqui. O Procurador de Justiça, Marcio Sotelo Felippe, pediu a prisão de Geraldo Alckimim e de Naji Nahas pelos crimes cometidos contra a humanidade no caso Pinheirinho. Serra está prestes a ser indiciado por uma CPI que envolve sua filha, Daniel Dantas, o banqueiro que já teve até prisão decretada, mas está solto, e o delegado Protógenes, autor da ação que pede a dita Comissão Parlamentar de Inquérito esta ilhado pela imprensa golpista. Jamais deu uma entrevista sequer nas grandes redes de televisão ou para jornais de São Paulo.
A obrigatoriedade do voto não deve ser confundida com conservadorismo. Caso pudessem, esses eleitores não iriam votar.
– “Que se danem quem vota, vamos para a praia matar algumas pessoas com nossos jetskys.” Diriam a nobre e decadente sociedade paulistana.
- Vamos para Miami fazer compras, votar é para pobre. Diriam as peruas esnobes.
- Oba!!! Vamos para represa de Guarapiranga morrer afogado, votar é para trouxa. Diriam os trabalhadores cheios de cerveja de São Paulo.
Essa cidade morreu. Esse Estado é um Haiti milionário.
Por : Airton Baptista.

2 comentários:
Colocarei aqui palavras do Brizola e sem qualquer conotação contra as pessoas de São Paulo mas sim ao que levou historicamente os paulistanos a se verem em lugar algum ou no pior lugar :
_ apesar de toda produção, não é São Paulo que carrega o Brasil mas sim o Brasil que carrega São Paulo
e justamente por conta da mentalidade que também não se sabe em que lugar está, daí, faz-se de conta.
Barbara.
Colocarei aqui palavras do Brizola e sem qualquer conotação contra as pessoas de São Paulo mas sim ao que levou historicamente os paulistanos a se verem em lugar algum ou no pior lugar :
_ apesar de toda produção, não é São Paulo que carrega o Brasil mas sim o Brasil que carrega São Paulo
e justamente por conta da mentalidade que também não se sabe em que lugar está, daí, faz-se de conta.
Barbara.
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