O grupo Bread.
A falta de argumentos de certas pessoas, quando tratam de política, é tanta que pode gerar violência. Não é um absurdo o que falo, observe. Hoje discutia sobre um tema onde o mediador colocou em pauta a razão de gastarmos tanto dinheiro com estádios de futebol e tão pouco com hospitais. A princípio entendi que uma coisa nada tinha haver com outra, e me coloquei nesse sentido, até porque teremos uma Copa do mundo, não tem jeito. E o dinheiro gasto nestes estádios são 100% subsidiados por patrocínios ou empresas particulares. Então tocaram no assunto da reforma do Sambódromo do Rio de Janeiro e de que iria se gastar uma fortuna e novamente não gastariam com hospitais. Mais uma vez me coloquei contra a comparação e comentei sobre o patrocínio da AMBEV de 30 milhões de Reais para a dita obra e que o carnaval no Rio é uma festa popular que leva milhões de turistas, para o Rio e isso gera receita, empregos, sem falar que é a maior festa popular do mundo. Imediatamente, alguém surtou e comentou que enquanto o povo samba os políticos roubam. Mais uma vez eu disse que uma coisa não tinha nada haver com outra, que o carnaval existe há muito tempo e mesmo não gostando devemos respeitar essa manifestação popular, que faz parte da cultura de nosso País. Pronto! Começaram os impropérios. Primeiro me chamaram de intelectual petista e eu achei ótimo, senti como um elogio, embora seja petista, mas intelectual para mim pode ser muito, longe de mim me ver assim. Quando procurei saber quem eram essas pessoas fiquei estupefato. Eram ruralistas de Mato Grosso, pessoal da direita paulista, e que eles queriam era briga mesmo.
Não entendo o porquê de tanto ódio pelo PT. Como partido é o que sou próximo, mas nunca senti ódio pelo adversário político, embora tivesse até certa razão quando me lembro dos corpos desaparecidos do bairro do Pinheirinho, quando lembro que a filha de José Serra teve o capital da sua empresa aumentado 600% em sete dias e é sócia da filha do Daniel Dantas que por sua vez é um gangster, como é o Nagih Nahas, amigo de Geraldo Akimin, que por sua vez quebrou a bolsa de valores do Rio de Janeiro e mesmo assim teve uma de sua dívida perdoada pelo governo de São Paulo. A dívida era de 400 milhões de Reais e baixou para 10 milhões de Reais, ou seja, 390 milhões de Reais a menos nos cofres de São Paulo, 13 vezes mais que o patrocínio da AMBEV para a reforma do sambódromo.
A direita brasileira está em franca decadência de poder, mas possui todas as armas da PM e todas as canetas do judiciário.
Quantos hospitais, escolas e creches não poderiam ser feitas apenas com a dívida de Nagih Nahas? Isto sim é dinheiro público.
A direita brasileira não vê saída a não ser pela força bruta, pela ignorância das leis.
Dia chegará que um policial militar saberá que também é um trabalhador como todos são. Todos. Dia chegará que estes homens saberão da importância que eles têm para a sociedade e não para o poder de plantão. Quando esse dia chegar, teremos paz. Enquanto esse dia não chegar estaremos à mercê das brutalidades incontestáveis de uma minoria tão ínfima, tão silenciosa que deixaremos de ser apenas insultados e começaremos a ser presos, torturados, assassinados novamente.
O silencio da mídia comprometida, o silencio de José Serra, o cinismo de Alkimin e o preconceito da ala evangélica em todos os poderes, trarão de volta o demônio da ditadura, do desrespeito à liberdade.
Faz hoje dose dias que um rapaz está à míngua numa greve de fome solitária em frente à Rede Globo no Jardim Botânico no Rio de Janeiro pedindo uma notícia verdadeira sobre os mortos do Pinheirinho. A Rede Globo não dá um pio, a Veja não dá uma linha, os direitistas se pudessem tiravam esse rapaz de lá na calada da noite. Da mesma forma que tiram famílias de seus lares, da mesma forma que desaparecem com moradores de rua, da mesma forma que espalham drogados pela cidade.
Precisamos de atenção. A mesma atenção que tenho para não começar uma frase com a palavra “se”. Mas americanos começam frases com “if” . Americanos usam gerúndios, americanos invadem países dos outros, vivem da guerra e pela guerra. A única saída para a direita brasileira é a guerra. Eles começam as frases com “se”.
- Se não desocuparem vamos dar borrachada!
- Se não concordarem com o salário manda embora, tem quem concorda.
- Se não der para conversar vai no pau mesmo.
- Se não der para pagar a gente penhora.
- Se falar de mim fecho sua empresa, censuro teus livros.
E assim vão distribuindo ódio, criando culpas e factóides, pagando infiltrados para observarem.
Lembrei-me de minha professora de português, Dona Mirian, que sempre dizia para não começarmos frases com “se”. Lembrei-me da canção do Bread, IF... coisas do tempo de ginásio na praça Clóvis Bevilcqua, quando a cavalaria começava as frases com “se”....
- Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega.
Preste atenção. Não desrespeite nem ignore seu adversário. Ele está mais próximo do que imaginamos. Ele precisa ser tutelado e a liberdade dele é no chão, pois se cobra voar estaremos mortos, novamente.
*entre no Google, clique: bread-if ....ouça a canção.
Por: Airton Baptista.

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