20 de dezembro de 2011

O Perigo de Falarmos outro idioma!!!



Durante muito tempo o sudeste do País recebeu brasileiros de todas as regiões. São pessoas que, na ilusão de melhorias, se aventuraram e acreditem, encontraram o caos do capitalismo instaurado nas correntes mais vis de uma sociedade automatizada, natimorta, decadente e desconhecedora de qualquer princípio social.
A região Norte de nosso País é a que menos contribuiu para essa migração. O nortista não saiu de sua terra na mesma proporção de outras regiões. Hoje, felizmente, graças à melhor divisão de riquezas, melhores condições de vida, os migrantes começam a retornar para suas cidades de origem. As grandes cidades do sul e sudeste estão em decomposição moral, estão no limite extremo do quê se pode chamar de dignidade. E acreditem, estão a cerca de 20 anos com o mesmo modelo político. Ou seja, não fazem parte do Brasil dos últimos 10 anos, não se incomodam mais em perderem a liberdade de expressão, e são, salvo raras exceções, massa de manobra para políticos, empresários e jornalistas do mais baixo calão e da maior falta de caráter e evolução espiritual já vista.
Em 1901, ou seja, recentemente em termos históricos, conseguimos agregar o Amapá ao nosso mapa, em detrimento aos franceses e ingleses que queriam, a todo custo, instalarem-se no Estado. E por quê?
A região tem a maior rede hidrográfica do planeta, a floresta tem a maior biodiversidade do mundo abrigando 1/3 das espécies vivas. Quer mais? A Serra de Carajás possui uma das maiores jazidas de minério do mundo. Caso a região Norte fosse um País seria o sétimo do mundo em extensão. Quero me ater a Macapá por uma questão de afinidade e de interesse nacional, a cidade é a capital do meio do mundo. Porém, é a única capital brasileira que não possui estradas que a liguem a outra capital. Macapá abriga 60% da população do Amapá e, segundo o IBGE/2011, tem 407.023 habitantes, 3,5% da população da região norte. E como acontece nos grandes centros, desde 2003, através da Lei estadual número 21, há uma integração entre Macapá e Santana, criando um só município, uma “conurbação”. Para termos uma idéia, só a zona leste da cidade de São Paulo tem cerca de 6.500.000 habitantes. Mais que a população de muitos países. Um verdadeiro caos. Mas aqui em São Paulo não temos padres falando inglês com a população, principalmente a indígena. Não temos nenhum missionário estrangeiro para nos tutelar, mas ai sim tem. Criar uma razão palpável para tantos estrangeiros num local aparentemente pequeno é trabalho do capitalismo assassino e calculista. É preciso tomar posse do norte do País, muito mais do que já tomamos. É preciso integrá-lo ainda mais ao restante da Nação. É preciso tratar as coisas da terra como se trata um filho, ou seja, com afinco de uma mãe insana, que protege a cria com a própria astúcia sem dar ouvidos a intrusos. É preciso personalizar a terra como a mais brasileira de todas as terras. É preciso modernizá-la ao máximo, mas com recursos da própria terra, sem ingerência teológica. Precisamos desmascarar o neoliberalismo o mais rápido possível. Ele não cabe em região nenhuma do planeta, já foi provado. A terra pertence a quem nela caiu quando foi parido. Este é o chão justo de um homem, a terra o aceita e ele a reverencia. A fé é a fé, não cabe sua interferência nas coisas da propriedade compulsiva. A fé é pratica individual, não cabe nas discussões de uma população. Não somos um País de mormãos, de católicos, de evangélicos. Somos um País de brasileiros, cada um com sua respeitável fé. Acreditem, salvo raríssimas exceções, quem cuida das coisas de Deus não pode cuidar das coisas da pátria, não vivemos numa teocracia. Vivemos numa democracia, onde o poder emerge do povo e é feito para administrar as coisas do povo.
Não sou ateu, nem comunista, sou apenas um livre pensador e amante deste pedaço de mundo cortado pela linha do Equador. Liberdade para todos, sorrisos fartos para todos, nós falamos português, não falamos outro idioma. 
A população nortista precisa cada vês mais, extirpar de seus palácios os partidos que sem a menor culpa, venderiam o Estado para qualquer estrangeiro. Falo isso de cátedra, pois vejo dia após dia, meu Estado sendo dizimado pelo PSDB, pelo DEM, PDT e um modelo todo próprio de PMDB, que chamamos de “Quercistas”.    Companheiros do norte, atentem para a grandeza da sustentabilidade deste local, amigos de Macapá e Santana, precisamos de barões do Rio Branco, precisamos Lulas, precisamos que a militância política seja gentil, mas forte nas ações de defesa dos interesses de todos. Não queremos falar outro idioma.     
 Por: Airton Baptista

Um comentário:

Bruno Vilhena disse...

É isso, preserva nosssa cultura começa em manter nossas identidades! Bom texto.