Durante muito tempo o sudeste do País
recebeu brasileiros de todas as regiões. São pessoas que, na ilusão de
melhorias, se aventuraram e acreditem, encontraram o caos do capitalismo
instaurado nas correntes mais vis de uma sociedade automatizada, natimorta,
decadente e desconhecedora de qualquer princípio social.
A região Norte de nosso País é a que
menos contribuiu para essa migração. O nortista não saiu de sua terra na mesma
proporção de outras regiões. Hoje, felizmente, graças à melhor divisão de
riquezas, melhores condições de vida, os migrantes começam a retornar para suas
cidades de origem. As grandes cidades do sul e sudeste estão em decomposição
moral, estão no limite extremo do quê se pode chamar de dignidade. E acreditem,
estão a cerca de 20 anos com o mesmo modelo político. Ou seja, não fazem parte
do Brasil dos últimos 10 anos, não se incomodam mais em perderem a liberdade de
expressão, e são, salvo raras exceções, massa de manobra para políticos,
empresários e jornalistas do mais baixo calão e da maior falta de caráter e
evolução espiritual já vista.
Em 1901, ou seja, recentemente em
termos históricos, conseguimos agregar o Amapá ao nosso mapa, em detrimento aos
franceses e ingleses que queriam, a todo custo, instalarem-se no Estado. E por
quê?
A região tem a maior rede hidrográfica
do planeta, a floresta tem a maior biodiversidade do mundo abrigando 1/3 das
espécies vivas. Quer mais? A Serra de Carajás possui uma das maiores jazidas de
minério do mundo. Caso a região Norte fosse um País seria o sétimo do mundo em extensão. Quero me
ater a Macapá por uma questão de afinidade e de interesse nacional, a cidade é
a capital do meio do mundo. Porém, é a única capital brasileira que não possui
estradas que a liguem a outra capital. Macapá abriga 60% da população do Amapá
e, segundo o IBGE/2011, tem 407.023 habitantes, 3,5% da população da região
norte. E como acontece nos grandes centros, desde 2003, através da Lei estadual
número 21, há uma integração entre Macapá e Santana, criando um só município,
uma “conurbação”. Para termos uma idéia, só a zona leste da cidade de São Paulo
tem cerca de 6.500.000 habitantes. Mais que a população de muitos países. Um
verdadeiro caos. Mas aqui em
São Paulo não temos padres falando inglês com a população,
principalmente a indígena. Não temos nenhum missionário estrangeiro para nos
tutelar, mas ai sim tem. Criar uma razão palpável para tantos estrangeiros num
local aparentemente pequeno é trabalho do capitalismo assassino e calculista. É
preciso tomar posse do norte do País, muito mais do que já tomamos. É preciso
integrá-lo ainda mais ao restante da Nação. É preciso tratar as coisas da terra
como se trata um filho, ou seja, com afinco de uma mãe insana, que protege a
cria com a própria astúcia sem dar ouvidos a intrusos. É preciso personalizar a
terra como a mais brasileira de todas as terras. É preciso modernizá-la ao
máximo, mas com recursos da própria terra, sem ingerência teológica. Precisamos
desmascarar o neoliberalismo o mais rápido possível. Ele não cabe em região
nenhuma do planeta, já foi provado. A terra pertence a quem nela caiu quando
foi parido. Este é o chão justo de um homem, a terra o aceita e ele a
reverencia. A fé é a fé, não cabe sua interferência nas coisas da propriedade
compulsiva. A fé é pratica individual, não cabe nas discussões de uma
população. Não somos um País de mormãos, de católicos, de evangélicos. Somos um
País de brasileiros, cada um com sua respeitável fé. Acreditem, salvo
raríssimas exceções, quem cuida das coisas de Deus não pode cuidar das coisas
da pátria, não vivemos numa teocracia. Vivemos numa democracia, onde o poder
emerge do povo e é feito para administrar as coisas do povo.
Não sou ateu, nem comunista, sou
apenas um livre pensador e amante deste pedaço de mundo cortado pela linha do
Equador. Liberdade para todos, sorrisos fartos para todos, nós falamos
português, não falamos outro idioma.
A população nortista precisa cada vês
mais, extirpar de seus palácios os partidos que sem a menor culpa, venderiam o
Estado para qualquer estrangeiro. Falo isso de cátedra, pois vejo dia após dia,
meu Estado sendo dizimado pelo PSDB, pelo DEM, PDT e um modelo todo próprio de
PMDB, que chamamos de “Quercistas”.
Companheiros do norte, atentem para a grandeza da sustentabilidade deste
local, amigos de Macapá e Santana, precisamos de barões do Rio Branco,
precisamos Lulas, precisamos que a militância política seja gentil, mas forte
nas ações de defesa dos interesses de todos. Não queremos falar outro
idioma.

Um comentário:
É isso, preserva nosssa cultura começa em manter nossas identidades! Bom texto.
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