6 de maio de 2011

Internautas comemoram votação histórica no STF a favor de união gay

Assim que o ministro Gilmar Mendes anunciou que votaria com o relator Ayres Britto, estabelecendo a maioria necessária no STF para o reconhecimento legal da união entre pessoas do mesmo sexo, internautas soltaram o grito – ou melhor, liberaram os dedos no teclado – e comemoraram nas redes sociais o que chamaram de vitória dos direitos dos homossexuais.
“Parabéns ao Judiciário brasileiro, que não dormiu no ponto e confirmou nosso direito, enquanto o legislativo hiberna! #uniaohomoafetiva Mãe, vou casar”, escreveu @fra_rodrigues no Twitter.

"Dia histórico para o Brasil. O STF aprovou a união estável dos homossexuais. Um avanço democrático do direito à diversidade. Prevaleceu o soberano princípio constitucional da dignidade da pessoa humana!", postou Fatima Laranjeira no Facebook.

Desde a tarde de quarta-feira, quando foi dado início à sessão na corte, o marcador #uniaohomoafetiva subiu rapidamente aos Trending Topics brasileiros, a lista dos assuntos mais comentados no Twitter. E lá permanece graças às mais de 50 mil mensagens registradas até agora, a maioria de militantes e simpatizantes da causa.

Durante toda a votação, internautas reproduziram frases dos ministros. A cada novo voto favorável, a celebração de quem torcia pelo reconhecimento da igualdade de direitos.

"Não é preciso ser homossexual para apoiar a #uniaohomoafetiva, é uma questão de conceito, respeitar o próximo, deixar as pessoas serem felizes!", twittou @Buga_Frog.

Entre os contrários à união gay, minoria entre os twitteiros, houve quem desejasse que o deputado federal Jair Bolsonaro (PP), que causou polêmica ao ofender gays e negros, tivesse direito a voto na questão.

“Acompanhando votação da #uniaohomoafetiva. Em termos jurídicos, não há dúvidas de que será aprovado. Como eu queria que Bolsonaro fosse ministro”, postou @Lucas_Yudi_

Bolsonaro não estava presente, mas seus filhos, o deputado Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, ambos do PP, acompanharam a votação, com direito a tweets que causaram revolta entre internautas.
“Se alguém disser que ‘a sociedade quer’ a união homossexual estará mentindo”, escreveu Flávio, para depois reproduzir a mensagem de outro usuário: “Desculpem, mas tenho q dar RT: RT @HELIODEDEUS: @FlavioBolsonaro Em breve, a expressão ‘vá tomar no ..’ terá o sentido de ‘tudo de bom pra você’”.
Carlos não ficou atrás:
"Não sabia que para queimar rosquinha era preciso o STF se pronunciar. Os armários estão vazios neste momento!"
Se de um lado a família Bolsonaro atacava, do outro os twitteiros revidavam: “Quando for aprovado a #uniaohomoafetiva, o Bolsonaro poderá casar-se oficialmente...”, ironizou @Julio_C_Mello.

O deputado Pastor Marco Feliciano (PSC) também se manifestou: “Estará oficializado o começo da decadência do moral, da família e de tudo que um país cristão crê!”.
No plenário do STF, de onde acompanhou a votação, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL) lembrou que ainda há um novo capítulo à espera:

"@nicabomfim A decisão do STF valerá para todos que recorrerem à Justiça. Para transformá-la em direito, a briga será no Congresso".

o globo

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